Novas Fontreiras

Manaus: 2 anos em 20

NOTA EXPLICATIVA : Encontrar leitores, será este o desafio de quem escreve??? Aprendi a escrever para mim. Meu orgulho e ambição me dizem que posso a um grande escritor e a cativar multidões. A vida e minhas limitações mostram que “malemá” minha esposa irá ler o que escrevi. Assim escrevo para poder expressar as loucuras deste mente que não para de pensar e para diminuir minha infindável necessidade de expressar tudo o que vai (ou vém) dentro de mim.

Manaus: 2 anos  em 20

            Nada mais fugaz do que acreditar que o Norte do Brasil é um lugar fácil. Aqui o Brasil é diferente, aqui é a síntese do Brasil do passado e do futuro, desafiando a física clássica de tentar ocupar o mesmo espaço.  Aqui, tudo é grande, a floresta, os rios, as oportunidades, os desafios, a riqueza, a exploração, o coração do povo, a miséria, os desmandos, a alegria, o calor, a chuva, o trânsito.  Floresta de Arvores, Selva de Pedra, tudo junto embolado!

            O impacto é grande, quase como uma soco no estomago! Não dá para ficar inerte, não é possível ficar indiferente, não dá para acreditar que é possível viver sem sentir a mistura de tudo isto!

            Dois anos que parecem vinte. A intensidade da existência  faz o ritmo ser alucinante. Apesar da metrópole ensandecida, a floresta ao lado mostra o caminhar tranquilo, quase ilidico da natureza.

            Foram experiências interessantes, profundas, transformadoras. Projetos que não deram certo, simplesmente por não ser o tempo ou porque não se tem todas as respostas. Oportunidades e desafios que nasceram da demanda dessa terra e que me levaram  a voltar ser químico, pesquisador, professor depois de quase 10 anos. Velhas novas coisas que te desafiam a usar tudo o que você e aprendeu e ir além, coisas que quase te enlouquecem, porém que trazem paz e harmonia. Apenas a ambiguidade de viver aqui.

            Houve momentos de questionamentos.  Haverá futuro no meio de tantas disparidades, no meio de tantas demandas e desafios?  Viver assim, longe da família, de sua história não vai fazer descarrilhar o trem da sanidade?

            Nestes momentos aparecem os amigos (anjos???) que com mão forte, coração aquecido, te socorrem a ajudam a caminhar mais um pouco e a ter esperança de tempos melhores.

            Manaus tem sido assim, local de graça, terra prometida, deserto, onde encontramos amor e paz, desafios e dificuldades, choro e riso, porém uma certeza! É o local onde devemos estar agora!

            Assim aprende-se a amar o norte, assim aprende-se amar Manaus!!

Esperança não se encontra nos tapetes da Rio+20, mas no chão da vida!

Ao final de um evento desta importância e magnitude histórica, o que realmente fica? Será possível ter esperança que algo verdadeiro e significativo vai mudar?

            Ontem, a equipe da Origem junto com algumas pessoas do Movimento Igrejas Ecocidadãs esteve presente em um evento paralelo com a presença de pessoas como Marina Silva, Jeff Sachs, Ted Turner entre outros.

            A palavra de todos foi de esperança e não uma esperança em governos ou ações politicas, mas uma que está focada nas ações práticas, mesmo que pequenas e sem publicidade,  na educação, na força dos jovens envolvidos com a mudança, no compromisso de transformação que surge dentro dos movimentos e organizações civis.

            “O Futuro que Nós Queremos” virá da disposição, da força, do compromisso, da criatividade,  do trabalho, do espirito comunitário, da fé, da esperança e do amor que está surgindo em todo mundo. Não das grandes convenções, mas das pequenas vilas e comunidades, nas famílias que moram em pequenas comunidades e nas grandes cidades, onde as pessoas estão se organizando, dizendo: “Nós podemos fazer diferente” e a parir disto, arregaçam as mangas e começam a construir um futuro, mas digno, sustentável e equilibrado.

            Saio da Rio+20 entendendo que a missão de cada cidadão deste planeta é reaprender a se indignar com a pobreza, poluição, desigualdade, violência e opressão e começar a agir, agir de forma objetiva, intencional e real. Sem se importar qual será o final, porém entendo que o objetivo é a própria caminhada e nossa transformação como individuo, comunidade e humanidade.

            Como bem disse Marina Silva, nós precisamos viver uma nova era pautada em compromissos assumidos e cumpridos. Onde os sacrifícios serão parte na construção de uma humanidade que viva em melhor harmonia consigo mesmo e com o ambiente que nos cerca. A jornada sempre foi e sempre será difícil, porém será construída por aqueles que assumirem os compromissos de transformação com criatividade, imaginação, esperança, perseverança.

            Hoje termina a Rio+20,  no avião eu e meus amigos estamos voltando cheios de ideias, sonhos, imaginação e disposição de trabalhar no Amazonas este mundo novo que nasce envolve fé, desenvolvimento sustentável, mobilização pública, educação, empreendedorismo social, politicas públicas e tantas outras coisas que fazem daquele local tão especial, um celeiro de oportunidades para ser um exemplo para o mundo.

            Amanhã quando eu voltar para casa e abraçar minha esposa e meus filhos e olhar nos seus olhos e encontrar motivação e esperança, vou ter a certeza que estou no caminho certo e a alma tranquila de que estou fazendo a minha parte na construção deste mundo novo.

            Como sempre diz meu amigo querido Marcel Camargo:

            Você vem comigo?????

Os Maias, 2012, Fim do Mundo e Rio+20. O que tem em comum?


Acredito que muitos de vocês devem ter assistido o filme 2012. Aquele no qual o mundo sofre uma série de catástrofes previstas pelos maias para o ano de 2012 e um escritor mal sucedido tenta salvar a família em uma das arcas feitas apenas para os governantes e para quem pagou 1 bilhão de dólares para ter uma vaga.

Tudo bem que o filme não é lá essas coisas e que o John Cusack entrou  num “fria” com aquele roteiro de doer, entretanto é inegável não fazermos uma comparação com o que está acontecendo aqui na Rio +20.

Às vezes fico com a impressão que os maias previram o fim mas erraram apenas o como e o local. O fim, de certa forma, pode estar começando no Rio+20 simplesmente pela incapacidade dos governantes de serem proativos nos temas polêmicos.

Claro que a democracia participativa é lenta em suas decisões, mas não podemos gastar mais 20 ou 30 anos para ter ousadias nas mudanças. Até lá estaremos renegando bilhões de pessoas a fome, a miséria e a exclusão e ameaçando o equilíbrio do planeta com risco maior para a própria humanidade.

Ao ouvir os discursos da Presidenta Dilma e do Secretário Geral da ONU fica a nítida impressão que eles acreditam que a sociedade civil global é inocente (ou ignorante) para acreditar nas palavras genéricas ou vazias que eles disseram.

O documento elaborado estes dias é uma enorme carta de boas intenções recheadas de temas que não trazem muita proatividade, apenas reforçam objetivos que foram estabelecidos em outras Conferências e incluem pontos que estão sendo discutidos a muitos anos.

Duas frases no texto oficial me assustam logo no inicio:

“O Futuro que nós queremos“ e  “e com plena participação da sociedade civil”. O texto escrito ali não é o futuro que a sociedade planetária quer e nem de longe ouve a plena participação da sociedade, pois o texto foi elaborado pelos governos com pressão e interessas financistas.  Um texto que começa assim sofre de esquizofrenia e está longe de ser uma verdade que alguém possa acreditar (além dos políticos).

Meu amigo Laurence Martins tem insistido que precisamos fazer uma discussão ética, de valores e de princípios de forma global para que os políticos e a sociedade em geral volte a entender que palavras no papel que estejam ligadas a valores e princípios morais, são apenas papel.

Os maias poderiam estar certos ao prever o fim, não o fim do mundo, mas o fim que nós humanidade estamos levando a nossa civilização.

PS: Não sou apocalíptico, estou cheio de esperança, porém uma esperança que esta nos pequenos começos.

O Futuro que queremos, mas que está difícil de encontrar esperança.

 

Ao andar, ontem pelos stands das mais diversas organizações, governos e empresas no Parque dos Atletas (espaço ao lado do Rio Centro onde estão os stands) foi possível ver o que muitos querem do futuro.

Professoras levando seus alunos e tentando (e elas realmente tentavam) explicar a importância do que estava sendo discutido no local ao lado.  Diversas pessoas que trabalham em organismos e organizações internacionais a explicar a importância do seu trabalho para transformar a vida das pessoas. A BMW com seu maravilhoso stand tentando nos convencer que fará um carro com grande parte de fibra de carbono que será mais leve e assim gastará menos combustível, porém continuara com o preço de uma BMW.

Assim fica nítido que o exercício de construir futuro é tão complexo e as vezes perigoso, pois não sabemos como os acontecimentos ou o que irá surgir influenciará as nossas escolhas.

Aos delegados e negociadores foi dado o poder e as condições de escrever o futuro (e quem sabe a história). E o futuro que foi desenhado é cheio de boas intenções, mas sem coragem, sem ousadia sem esperança. Optou-se pelo pragmatismo de ter uma acordo que agradasse a grande maioria e desse uma imagem positiva do governo brasileiro atual, nem que para isto se tirasse absolutamente tudo  do documento que pudesse trazer algum tipo de polêmica e avanço. Construiu-se um documento que é para agradar as maiorias e não para enfrentar a crise civilizatória que vivemos.

Marina Silva tem tido aos quatros cantos da Cúpula dos Povos (pois ela não foi convidada a participar do evento oficial Rio+20), que tem faltado lideranças politicas no mundo atual com visão de futuro e coragem para liderar. Na Rio+20 isto ficou evidente, somos um grande barco chamado humanidade que está a deriva, todo mundo sabe para onde devemos ir, mas ninguém quer pagar o preço de assumir a cabine de comando e tomar as decisões difíceis.

Ao ler o documento, o mesmo é cheio de boas intenções e uma série de confirmações dos avanços já estabelecidos, assim paramos de andar para trás, agora começamos a andar de lado, como os ameaçados caranguejos, sem conseguir construir o futuro e muito menos colocar em prática aquilo que já foi decidido no passado. Desta forma precisa ser muito otimista para ter ficado apenas frustrado com o documento!

Uma jornalista amiga, que trabalha a muitos anos na área de meio ambiente é o reflexo da falta de esperança. Ela disse que estamos na Hell+20 e que este documento está com cara de O Futuro Que Nós Não Queremos. Encontrar esperança dentro das  linhas do documento elaborado é quase um exercício de fé.

Ao dar uma entrevista aos amigos Fernando Oliveira e Carlos Bregatim (uma das poucas coberturas evangélicas deste evento importantíssimo), um dos poucos ouvintes, de nome Guilherme Leme fez uma pergunta que me deixou aflito e sem  resposta. Onde é possível encontrar esperança neste evento? Gaguejei, respondi coisas bonitinhas, porém desconexas, mas a verdade é que eu realmente não sabia onde encontrar esperança. Fraquejei…..

Neste momento minha fé chamou-me a realidade da necessidade de acreditarmos que Cristo que ama, perdoa, cria pontes e transforma vida e sociedades pode mudar tudo isto.

Como? Através de sua igreja. Se eu acredito nisto? Está difícil…….

Quem e ou o Que nos representa? Democracia representativa está em declínio?

Na noite de ontem o Movimento Igrejas Ecocidadãs teve um bate-papo muito bom para avaliar a Rio+20 e a Cúpula dos Povos, dentre várias assuntos que abordamos (que será motivo para outro texto), um deles ficou martelando em minha mente. Morgana Bostel disse um frase direta, quase uma flecha: “Quem representa a sociedade civil na Rio+20 e nas negociações”?

Em uma de suas falas na Cúpula dos Povos, Marina Silva disse que vivemos uma crise civilizatória, pois são várias crises ao mesmo tempo: Crise financeira, crise ambiental, crise social, crise alimentar, crise educacional e tantas outras que realmente é uma crise de toda humanidade. Porém eu gostaria de incluir uma outra que é a Crise da Democracia Participativa.

Todas vez que eu entro no Rio Centro, uma das perguntas que surge é: Quem representa estes negociadores que estão decidindo o destino do mundo? Quais grupos eles querem representar e defender os seus diretos?

Dentro do processo decisório, os negociadores estão representando os governos. E os governos, há quem estão representando?

A resposta é clara, quase como água: Os governos representam os interesses de algumas pessoas físicas muito ricas e dos grandes conglomerados empresariais, ponto, isto é uma fato, seja você de direita ou de esquerda. Os governos estão reféns da elite financista mundial que hoje determina para onde irá o mundo.

Desta forma é nítida dentro do Rio Centro que a grande massa da sociedade civil não está representada, e pior, não acredita na representação que está na Rio+20. Isto tem aumentado o fosso e dificulta a criação de pontes, pois a desconfiança é mútua. Para comprovar isto é só abrir as páginas dos mais diversos jornais do mundo para perceber como a democracia representativa está em dificuldades de entender a sociedade civil.

Qualquer documento que saia após a discussão será questionando pela sociedade civil pela falta de representatividade e falta de ambição.

Talvez seja o momento de pensarmos o que seria uma democracia mais participativa, inclusiva e que ouvisse outros atores, hoje a grande limitação da democracia representativa. Nós precisamos dar um upgrade na democracia global para que possamos avançar também nas discussões para uma planeta sustentável.

Não será um caminho fácil, mas no atual momento da humanidade nenhum deles será e precisamos ter coragem e lideranças para nos conduzir por eles.

Eu estou certo, você está errado e mundo todo perde com isto.

            Não há como ficar surpreso com tudo que está acontecendo aqui no Rio de Janeiro. A dicotomia entre Economia Verde X Sociedade Civil já é visível, quase você consegue pegar. Com a mão. Há um mal estar nos corredores, simplesmente porque não ligação com a sociedade, falta liderança, falta credibilidade falta construtores de pontes entre os diversos envolvidos. Ninguém quer assumir responsabilidades, todos querem jogar a “batata quente” no colo do outro. Falta um sentido ético nas discussões!

       A sensação de vazio é grande, pois não espaços para se construir algo que saia dá mesmice. O distanciamento entre a Cúpula dos Povos (sociedade organizada) e a Rio + 20 é agora um abismo quase intransponível. Parece que existe dois mundos, duas cosmovisões antagônicas e excludentes. Enquanto a Cúpula dos Povos, dentro de sua efervescência e caótica, aperta uma agenda positiva que de certa forma aparece dentro na Rio +20 nos Diálogos para Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20 se perde dentro.

       A discussão sobre Economia Verde começa a ficar claro que a ideia não é mudar, mas sim “melhorar” a velha economia. Fica claro que a transição para um planeta mais equilibrado não está sendo discutida e não existe lideres para conduzir o processo. O acirramento passa a ser um fato concreto, ninguém cede, a preocupação é com o curto prazo e os negociadores começam a adiar para um futuro que não está muito claro.

      O cristianismo tem todo o potencial para ser a ponte ética para ligar este abismo na construção das alternativas trazendo significado espiritual/social e a motivação do amor ao próximo. Porém a expressão cristã aqui é muito pequena, tanto que praticamente não há mídia evangélica com representação neste evento. Triste sina da comunidade evangélica de não participar ativamente das grandes questões do nosso tempo.

       Se você é religioso, comece a fazer suas preces, pois agora entramos na fase de ter que acreditar em milagres.

      Um ponto positivo (e esperançoso) foi a criação dos Diálogos para Desenvolvimento Sustentável onde dentro dá Rio +20 é possível debater, discutir, votar sobre assuntos relevantes que vão entrar nos documento final. Um espaço participativo e aberto para a sociedade, governo e outros grupos. Uma semente de uma democracia participativa, quero ver isto em outros locais, principalmente nas prefeituras.

       Os momentos incríveis no dia de ontem esteve a cargo do Movimento Igrejas Ecocidadãs. Além da participação de Ginia Bontempo (d’A Rocha Brasil) e Mark Carpenter (Convenção Batista) em um evento paralelo no Rio Centro (programa oficial), a caminhada realizada na Cúpula dos Povos foram marcantes e mostraram que nós cristãs estamos caminhando e aprendendo a mostrar que podemos participar de forma ativa destes contextos.

      Volto amanhã

      Na paz do Criador

      Marcos Custodio

Um Admiravel Mundo Novo Confuso

          O mundo, visto através da Rio+20 e da Cúpula dos Povos parece muito confuso,  dicotômico, perdido, esperançoso e desanimado.  Em crise, mas uma crise de saber realmente quem somos. O quadro psicológico beira há uma caso de bipolaridade.

            Ao visitar o Rio Centro, onde ocorre a Rio+20 oficial, tudo é milimetricamente preparado, limpo, bonito, bem arrumado. O poder financista do mundo está ali, com falas bem estudadas, mostrando que há dificuldades, porém com recursos, boas cabeças, vontade politica tudo será possível. Você duvida disto quando percebe que não há espaços de diálogos com a sociedade. Apenas dezenas de palestras onde o falatório é enorme e pouco se escuta o que se esta dizendo. Duro descobrir o que é real , o que é especulação e o que é mentira. Entretanto nos corredores, nas salas fechadas, nas reuniões que se arrastam estão homens e mulheres decidindo os destinos da humanidade.

            No Aterro do Flamengo o caos dos eventos é o sinônimo da vida, dos encontros dos povos. A mistura  do calor, suor, baralho, música, carros, gente é um pulsar que mostra a diversidade e complexidade da vida. A interação entre tudo e todos é fantástica, ali há espaço para participar, para se relacionar para ouvir e ser ouvido. A sociedade se organizando, mobilizando, construindo e aprendendo a se reinventar. Porém, se tem a sensação que também se fala muito, que tudo é uma grande festa, que o mundo vive uma grande crise, mas que encontrar uma saída tem que ser regada a muita música, ripongas sem compromisso com idéias que na prática são impossíveis de se implementar para sete bilhões de pessoas.

            Ontem ouvi uma pergunta que me estarreceu: Em qual dos eventos está realmente a humanidade? Na Cúpula dos Povos ou na Rio +20?  Quase cai da cadeira!!! O mundo está nas duas coisas!!! Com seus erros e acertos precisamos entender que o mundo é tão complexo atualmente que os dois eventos representam quem somos. Como no livro O Médico e o Monstro de Robert Louis Stevenson. Às vezes o monstro nos domina, e às vezes o médico, e no momento não sabemos quem somos e nem somos capazes de encontrar cura.

            O movimento Igrejas Ecocidadãs deu a largada aqui no Rio de Janeiro. A jornada para sermos relevantes nas articulações/mobilizações em grandes eventos globais que articulam os destinos do mundo está no inicio e realmente chegamos com pelo menos 20 anos de atrasos. Precisamos ser realistas, porém fiéis ao nosso chamado de entender que temos que perseverar em nossas ações, pois este é o nosso chamado diante de Deus. Assim tem sido emocionante ver e participar deste momento histórico onde um grupo de cristãos, de todas as regiões do país de diversas denominações e credos resolvem caminhar juntos e trabalhar para mostrar o quanto o amor de Deus quer cuidar deste mundo em crise.

            Quem sabe está não seja a cura para o Médico e Monstro que vive a humanidade?

           Volto amanhã.

          Na Paz do Criador

          Marcos Custodio

NOVOS CAMINHOS E NOVAS AVENTURAS

A vida está repleta de desafios e oportunidades que surgem a cada dia. Durante nossa caminha vamos aprendendo, conhecendo,  tateando à procura daquela que pode trazer a “grande oportunidade” que vai fazer a gente “se dar bem na vida”.

Bem, este não é o caso deste desafio que eu e minha família estamos aceitando.

Ir para Amazônia não é um passeio, porém se tornou uma aventura quando conhecemos algumas pessoas de várias cidades, mas principalmente de Manaus que chamaram a nossa atenção para aquele local.

Após muitas conversas, várias visitas, muitas análises e muita oração, o convite para ir para Manaus que era algo irreal se tornou realidade e de certa forma irresistível.

Por que Manaus? Por que a Amazônia? Por que deixar pais, amigos e uma parte da história construída? Por que se arriscar nesta aventura? Por que, por que, por que…

Por mais que eu responda, minhas palavras não irão satisfazer todos os porquês e nem satisfazer a todos. Assim,  tomo a liberdade de ficar em paz com as respostas que tenho dado. Entretanto algo precisa ficar claro, ao visitar aquela terra e ver todo seu potencial e todas as necessidades, ver todas as possibilidades entre cidade e florestas, desenvolvimento e conservação, desigualdade e equilíbrio. Um texto bíblico tem me visitado desde então: “ Disse o Senhor:  Saia da tua terra, do meio dos seus parentes e da casa do seu pai e venha para está terra que estou lhe mostrando”.( Adaptação de Genesis 12:1)

Desta forma, estamos indo no próximo dia 18/01, de mudança para Manaus, com a família. Lá iremos estar com os bons amigos Laurence Martins, Pr. Manoel Martins, Pr. Manoel Carmo, Edson Fernandes, Mical Martins, Rafael Siza, Edson Fernandes, João Matos, Paulo Jr, entre muitos outros.

Iremos para Amazônia trabalhar na área do sócio-ambientalismo, capacitação e gestão de pessoas, gestão de projetos e empreendedorismo social e não podemos esquecer o trabalho junto ao Laurence Martins em seu ministério da Primeira Igreja do Evangelho Quadrangular (PIEQ) e junto ao Pr. Manuel Carmo e seu trabalho no Abrigo R15.

Sem contar outras tantas oportunidades (RENAS-AM, FTL-Norte, AEB-Norte e outros) que poderei participar e servir de forma a plantarmos as sementes do Reino.

Aos amigos de Indaiatuba e de São Paulo minha gratidão é enorme, as lágrimas e a tristeza de deixá-los é profunda e imensa.  Vocês foram conselheiros, amigos e companheiros que estiveram presentes nos momentos de grande angustia e bela alegria da jornada e de descobrimento que fizemos juntos .  A vocês meu muito obrigado, minha eterna gratidão e minha amizade para toda eternidade. É certo que levaremos todos no coração e nos encontraremos em breve.

Este blog  (http://novasfronteiras.tumblr.com/) foi criado para contar as aventuras que eu e minha família iremos passar em terras manauaras. Vou postar regularmente para que assim vocês possam acompanhar nossa jornada e se alegrar com nossos novos momentos e também orar pelos desafios.

O Blog Ecos da Criação (http://ecosdacriacao.blogspot.com/) continuará voltado para os temas de meio ambiente e fé cristã com análises, depoimentos e textos.

Queridos, seguimos em paz, nosso coração está desejoso desta aventura, cientes das dificuldades e desafios, porém com a certeza que Deus já está na frente preparando o caminho.

Aqueles que tiverem coragem e ousadia de nos encontrar em Manaus estaremos de braços abertos, com um bom peixe assado (isto mesmo peixe) e com grandes histórias para contar!

Assim, numa frase dita na série de filmes Senhor dos Anéis:  “Você pisa na estrada e se não controlar os seus pés, nunca saberá até onde será levado…”   seguimos onde o vento do Espirito nos levar!

Para ficar uma Frase do Senhor do Anéis: Duas Torres .

      “SAM:  É como nas grandes histórias, sr. Frodo: As realmente importantes eram cheias de perigo e de escuridão… E às vezes nem queremos saber o final, porque, como o fim poderia ser feliz? Como o mundo poderia voltar a ser o que sempre foi, quando tanta coisa ruim aconteceu? Mas o final, é algo que passará… Essa sombra… Até mesmo a escuridão acabará! Um novo dia virá! E quando o sol nascer, brilhará ainda mais! Essas eram as histórias que ficavam com a gente, que significavam alguma coisa… Mesmo quando a gente era pequeno demais para entender o porquê.. Mas eu acho, Sr. Frodo, que eu já sei, agora eu entendo o porquê!!! As pessoas daquelas histórias, tiveram muitas chances para desistir, mas não desistiram! Elas foram em frente porque estavam se agarrando a alguma coisa…”